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sábado, 18 de junho de 2016

Direito a Escola Bilíngue!




Vou apresentar a vocês alguns conhecimentos que tive em relação aos surdos.
  • Primeiro surdo não é mudo;
  • A audição não é considerada como falta pelos surdos;
  • Utilizam a visão como principal meio para comunicação – viso-espacial
  • Cada regido Brasil possui suas particularidades na língua dos sinais;
  • A comunidade surda é muito atuante;


      Vejo como é importante a escola bilíngue, que seja implementada em nossas escolas, temos o inglês, espanhol e até italiano, para agregar cultura, conhecimento e acesso a informação. Mas o mais importante que é respeitar o outro, suas especificidades, sua cultura e primar por educação de qualidade é a inclusão de LIBRAS em uma escola bilíngue, pois só procuramos ajuda ou vemos a necessidade quando nos deparamos com ela e porque não nos preparamos antes do que ela surja. Tendo em vista os debates em sala de aula, que esta língua é fundamental para os surdos, bem como  há relatos que auxilia as crianças autistas.


      Quero salientar que o surdo tem a aquisição de aprendizagem igual a qualquer outra pessoa ouvinte, mas para que possa dispor dessa garantia deve ter igual oportunidade e para isso: ESCOLA BILÍNGUE JÁ!

Já é tempo!





Essa foi a proposta reflexiva da disciplina de Libras: “Se o mundo não falasse sua língua? Você se sentiria excluído?”
Se o mundo não falasse minha língua, certamente ficaria perdida com medo. Sensação de solidão, excluída. Lutaria por acessibilidade, procuraria meus iguais para juntos conseguirmos vencer barreiras.
A falta de acessibilidade prejudicaria a minha inclusão na sociedade, na interação com pessoas que não falam minha língua. A falta de serviços e atendimentos especializados que suprissem minhas necessidades de, comunicação, aprendizado, direito a informação e conhecimento, seria extremamente prejudicada.
A construção da minha identidade também sofreria sérios danos, se eu não fosse incluída em uma cultura que me sentisse pertencente, fazendo parte do grupo.

Portanto, todos nós somos diferentes uns dos outros, devemos lutar por ações que propiciem direitos e oportunidades iguais, que garantam a acessibilidade e promoção de sua cultura, identidade e integração das mesmas.

É incômodo!

Ao assistir o filme “Sou surdo e não sabia” ( https://www.youtube.com/watch?v=PymXMyz3nSk )  nos faz refletir sobre nossas ações cotidianas, pensar como agimos com o outro, com o diferente e principalmente como impomos a cultura ouvinte. Nos mostra o quanto fomos e ainda somos fechados para o mundo surdo e como lutaram para que pudessem abrir-se portas para ter os mesmos direitos e oportunidades de aprendizagem que os ouvintes.
Sua luta tornou-se lei, reconhecendo Libras e seu uso como um sistema linguístico, Lei Libras n° 10.436 de 24/04/2002 .
 Porém ainda são poucas as pessoas que conhecem a língua de sinais fluentemente, principalmente em cidades pequenas, na sua maioria são pessoas que convivem com surdos, são surdos ou intérpretes. Esta realidade deve mudar para favorecer a comunidade surda e deixarmos de sermos ignorantes no processo de comunicação com os surdos.
A inclusão da disciplina de Libras na formação acadêmica não garante que estes profissionais estarão habilitados a comunicar-se com os surdos, mas admito que é fundamental que exista, pois possibilita abrir os nossos olhos a compreender um mundo que talvez muitos como eu sabiam que existiam, mas não o compreendiam ou ainda viam somente com um olho o do ouvinte da cultura da oralidade, da fala, do ouvir.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

A linguagem e o seu valor!


A linguagem é o maior recurso de interação que vamos ter na vida. É o que nos empodera e nos torna seres inteligentes. Por isso cada pessoa depende da linguagem para viver em sociedade, pois ela é a base da cultura e dificilmente haveria civilização se não fosse o emprego da linguagem e o poder das palavras. É através delas que influenciamos e provocamos as mudanças, quase sempre, necessárias para construir uma vida melhor. Apesar de todo esse empoderamento com a linguagem, os processos de aquisição desta linguagem para surdos são bem diferentes, começando com a negação no início da infância do aprendizado de libras. A criança surda não encontra facilmente uma escola que tenha libras como língua no currículo, precisando deste modo ir para uma escola especialista, não favorecendo deste modo uma interação maior com diferentes pessoas. Tornando também o ensino de libras bastante exclusivo e até excludente. Todos os surdos têm acesso? Não né. Crianças surdas com pais surdos, tem mais possibilidade por ter o contato com a linguagem desde cedo, tornando esse aprendizado pleno e autentico, fazendo com que está criança alcance os patamares do desenvolvimento como qualquer criança ouvinte. Já os que não tem acesso desde cedo, estabelecem formas de comunicações não formais, para se fazerem entender, mas se tornam muitas vezes excluídos da sociedade, pois não utilizam a linguagem conhecida.  
“Verifica-se que a Língua de Sinais é utilizada muito mais como um instrumento a fim de ensinar a Língua Portuguesa, que possui prestígio e goza de reconhecimento social dentre os professores que, em sua grande maioria, não possuem fluência em Libras e, tampouco, qualificação metodológica voltada ao ensino de alunos surdos. Em decorrência deste contexto, perde-se a expectativa de excelência que deveria pautar a proposta bilíngue de ensino, também prevista em lei, para os sujeitos surdos...”. Por isso é fundamental para que nós professores, tenhamos essa formação e esse ensino, para estarmos mais preparadas para receber crianças não ouvintes e faze-la se inserir nesse mundo de forma satisfatória. Pode ser utopia devido a todas as mazelas de governo que a educação tem sofrido, mas não podemos deixar de tentar e de acreditar né? Quem pode mudar o mundo? Nós mesmos. A escola não pode continuar sendo esse espaço de exclusão, precisa começar a ser o espaço democrático, onde todos possam se inserir e serem aceitos e qualificados da forma que são. A escola precisa ser o agente transformador desta sociedade e não só o coadjuvante. E os professores são os protagonistas desta transformação. 

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Aula de Libras!



Me senti realizada na primeira aula de Libras. No primeiro momento não sabia como me comportar diante do professor que não escutava e de duas intérpretes a relatar sua aula. Após alguns momentos comecei a perceber que precisava prestar atenção nele e apenas ouvir as tutoras, assim foi ficando mais fácil compreender o assunto. Já tive um módulo da Libras mas em nenhum momento estive diante de alguém ou tão próxima de alguém que eu pudesse prestar atenção em seus gestos e sinais. Uma interdisciplina desafiadora se pensarmos que teremos que sair de nossa zona de conforto nos colocarmos no lugar do surdo ou mudo para nos expressarmos. Confesso estar curiosa para este aprendizado!