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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Administração simbólica da infância!

Na semana 11 lemos:  As culturas nas encruzilhadas da 2ª modernidade de  Manoel Jacinto Sarmento comentamos as seguintes expressões:

Administração simbólica da infância são normas estabelecidas pela sociedade de como as crianças deveriam participar de uma vida em sociedade.
            Reinstitucionalização da infância, o trabalho infantil nos países periféricos onde é explorado para fortalecer a produção da indústria, não sendo considerado como exploração bem como a utilização das crianças para marketing, roubando o espaço da infância.
            Pergunta: Ainda há lugar para as infâncias? Por quê? Sim, sempre há lugar para as infâncias que é uma fase muito importante da vida de uma pessoa, que se desenvolve, segundo o autor, em quatro eixos:
- Interactividade, que se dá na convivência da criança com outras crianças e com os adultos, para a construção da sua cultura. Cultura de pares que incentiva a criança a convivência em grupo, a amizade, a compartilhar e preservar valores e de viver em sociedade, criando regras através de brincadeiras e o respeito ao próximo.
- A ludicidade que esta na interação com outras crianças e com brinquedos, no prazer da atividade o conhecimento é construído.
- Fantasia do real que é a internalização de sentidos de produção através do faz de conta, é a forma que a criança recria a realidade.
- A reinteração, que são as que a criança estabelece para si mesma: como serão suas rotinas, a comunicação, os segredos que são reinventados para proteger sua interação, mesmo quando aprendem coisas com outras crianças elas reinventam, recriam, recomeçam de acordo com seu tempo e sua rotina.
 “Devemos resgatar os espaços lúdicos, a interação entre crianças, ensinando que os brinquedos são apenas o meio e não a finalidade. Fortalecer os direitos da criança e preservar as conquistas históricas dos pequenos”.

domingo, 29 de novembro de 2015

Abordagem interdisciplinar...


Os conhecimentos obtidos em um nível macro referem-se às políticas sociais, transformações históricas e econômicas bem como suas análises. Os conhecimentos no nível micro, não menos importantes, tem a ver com o que está citado acima, o conhecimento de causa os problemas, conflitos e vivências diárias das crianças como fontes de conhecimento.
Reconhecendo estas aprendizagens ou problemas do nível micro, ou do dia-a-dia das crianças encontraremos subsídios para compreender melhor as infâncias e qualificar este processo natural do ser humano. A infância não se encerra ela é permanente na sociedade e por isso tamanha importância em discuti-la.  
Por fim, entendo que ações democráticas na escola nos dão um bom começo para dar voz as crianças. Ela precisa participar como atuante neste espaço de interação. Praticas como conselhos escolares, conselhos participativos e rodas de conversa são trabalhosos, mas extremamente significativos. Já participei de momentos como este e tenho certeza que as crianças têm muito a contribuir com a educação e n sociedade como um todo.

Conceitos de Crianças: Selvagem, Natural e Social...



            As crianças podem ser definidas baseando-se por três conceitos:
Alguns conceituam como selvagem, pois a criança é um ser menos evoluído, menos desenvolvido e que necessita uma explicação. É vista como algo particular que já fomos e a imortalidade do seu futuro imanente; uma comunidade estável e previsível que todos fizeram parte um dia.
Para outros a infância é natural, pois ser criança é normal e a convivência com elas é natural. A mudança de fase vem marcada por ritos de passagem, cerimônias ou apenas vem com significados ideológicos. A criança é um ser que vai maturando, conforme o desenvolvimento biológico e cognitivo.
Sob outro ponto de vista, a criança é um ser social, visto que a infância é uma fase da vida que a criança -tábua rasa - se prepara para a convivência futura, para tornar-se um ser cultural e credível.
A minha prática pedagógica está orientada pelo conceito da criança NATURAL, pois as vejo como pessoas que estão conhecendo o mundo, e nós, como adultos educadores, temos que guiá-los para que o seu desenvolvimento seja integral.
Devemos favorecer o crescimento saudável, estimular as suas potencialidades e prover meios para que possam aprender, bem como estimular as capacidades cognitivas. Mas, acima de tudo, permitir que brinquem, explorem o ambiente, construam conhecimentos, interajam com os demais.

Penso que a infância é uma riquíssima etapa da vida e existem sim, ritos de mudança criados pela sociedade. Ao sair da educação infantil fazemos uma formatura, o primeiro rito de passagem. Depois, vão surgindo outras cerimônias, algumas religiosas, que anunciam uma nova etapa.

sábado, 28 de novembro de 2015

Infâncias étnico-raciais...


As abordagens do artigo "A diferença étnico-racial em livros brasileiros escrito por Edgar R. Kirchof, Iara T. Bonin e Rosa M. H. Silveira:  tentam colocar os personagens negros como personagens principais, eles tentam explicar o porquê das diferenças de tal personagem; também apresentam os personagens negros em diferentes tipos de conflitos, mas abordando a sua questão ancestral, sua origem e também as narrativas ensinam a aceitar e se posicionar diante da diversidade étnica.

Bebê soft...



A idealização da infância é cultural e faz parte do sonho de toda mulher que tem um filho, focando o lado meigo e ocultando as imperfeições, as deficiências, carências e desencantos da maternidade.
         A infância soft divulgada pela mídia é a supressão da necessidade que o ser humano tem de resgatar algo que há muito deixou para trás: a doçura e a inocência de um tempo lúdico e imaculado, irreversível em sua vida, frente à realidade da vida adulta.

      Soft remete à leveza e a infância é um porto seguro emocional onde o ser humano encontra o alento para enfrentar as asperezas do cotidiano.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Tempos modernos...




A compreensão da infância como um modo de ser criança é muito diferente daquele de um tempo atrás e sua caracterização como uma fase em que as crianças vivem o mundo dos adultos. Por um lado, descrevem as crianças como agitadas, dispersas, ligadas no mundo da TV e internet, sem interesse pelos trabalhos oferecidos em sala de aula e que não aceitam limites, por outro lado, dizem que as coisas legais das crianças são o afeto infantil demonstrado quando um trabalho é legal, o carinho expresso ao aprender algo novo e a alegria das crianças. Enfim, o legal é a relação afetiva e o reconhecimento que se conquista.
Diante disto, as minhas questões passam pela tentativa de entendimento sobre os modos de se viver e pensar na escola atual, a partir da infância, ou melhor, das infâncias. Digo infâncias, uma vez que a categorização de uma infância não nos permite pensar a multiplicidade dos modos de ser criança hoje, mesmo que consideremos que há modos que se repetem de forma mais contundente. A partir disso, pergunto-me sobre quais mudanças ocorreram na forma de se viver e pensar na sociedade e, em decorrência disso, nas escolas contemporâneas? Quais relações há entre as formas de vida propostas na sociedade contemporânea e os modos de ser das crianças? Em que as infâncias da contemporaneidade nos inquietam como professores?

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Influência da mídia na Infância!





Nos dias atuais, devido os pais trabalhar fora de casa, às crianças começam a frequentar a pré-escola ainda muito cedo, na maioria das vezes antes de completar um ano. Desta forma o ensino que antes era somente dado pelos pais, tem se dividido com as escolas e com os meios de comunicação, principalmente a televisão.
Como negar a influência da TV, presente na quase totalidade dos domicílios brasileiros, sobre as formações das identidades sociais? A mídia influencia as pessoas no modo de agir, de pensar e até no modo de se vestir. Ela cria as demandas, orienta os costumes e hábitos da sociedade, além de definir estilos, bordões e discussões sociais. Contudo, além de não podermos subestimar o poder da influência da mídia na vida das pessoas, também não podemos ignorar a importância deste caso seja utilizada de forma mais ética e consciente. Quero dizer que o poder que os veículos de comunicação têm para mobilizar as pessoas é muito grande e pode ser usado para o bem ou para o mal.  Campanhas de doação de sangue, de vacinação, de incentivo à reciclagem, para economizar água, pela paz, para ajudar pessoas, e muitas outras, quando divulgadas e incentivadas pela mídia ganham proporções enormes e trazem resultados muito além do esperado. Os meios de comunicação em massa devem contribuir para a valorização da diversidade cultural, a promoção dos direitos humanos, no combate a todo tipo de violência, no acesso à informação, entre outros. Esta deveria ser sua função primordial.